segunda-feira, 17 de março de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
MARAVILHAS DO MUNDO MODERNO.... e suas consequências....
X-BURGER
REFRIGERANTE
BATATA FRITA
PASTEL
CHOCOLATE
PIZZA......
Huuuuuuuuuummmmm......
Estas são apenas algumas das maravilhas gastronômicas do mundo moderno. Alimentos hoje consumidos de maneira voraz por milhares de pessoas ao redor do globo, em diversos países. Para muitos, são comidas de final de semana, para comemorações, etc. Para outros, refeições feitas diariamente para saciar a fome.
Existe a “famosa” cirurgia de redução de estômago, chamada de cirurgia bariátrica, que reduz o estômago de uma pessoa obesa para o tamanho de uma ameixa; porém, para que esta cirurgia tenha bons resultados, é necessário que o candidato tenha um acompanhamento psicológico para enfrentar as mudanças que irão acontecer em todos os âmbitos de sua vida.
Assim, o tratamento desta doença deve ser feita por uma equipe multiprofissional, que envolve psicólogos, médicos e nutricionistas. Desta forma, a ajuda será efetiva e com resultados incríveis para aqueles que recorrem à esta cirurgia.
Portanto, preste atenção para saber como está sua relação com a sua alimentação, e cuide de seu corpo, pois este o único patrimônio que realmente nos importa. Afinal, é com ele que vamos perseguir nossos sonhos, e concretizar nossas fantasias.
E você.... já comeu sua maçã hoje?
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Voz... Nossa impressão digital!

- “A voz revela nossa identidade, assim como uma impressão digital nos identifica” (Mara Behlau).
A voz se constitui em um dos nossos principais meios de comunicação e se manifesta desde que nascemos, através do choro, do riso e do grito, sendo nosso meio básico da interação social e veículo de informação.
Muitas vezes, a voz fala mais do que as palavras e revela dados importantes sobre nós, como nossas características físicas (sexo, idade, saúde), sócio educacionais, (tanto sociais como profissionais) e também psicológicas, (como traços de nossa personalidade e estado emocional).
Formamos uma identidade vocal ao longo de nossa vida, que é fruto da nossa história e também reflexo de um momento específico que estamos vivendo: Se estamos alegres ou tristes, nossa voz muda!
Podemos até dizer que temos “várias vozes” e dependendo da situação, do interlocutor e do nosso estado mental e psicológico usamos diferentes qualidades vocais, porém alguns traços sempre se mantêm que é o que nos identifica. Assim... modificamos nossa voz para falar com uma criança, ou com um cônjuge, ou ainda para falar com nosso chefe... isto é um bom sinal, significa que estamos em sintonia com nosso interlocutor e que nossas estruturas realizam os ajustes necessários a tais mudanças.
Você já parou para ouvir e pensar em sua voz?
Algumas pessoas têm uma boa imagem de si como falante e gostam de sua voz, outras não e algumas nunca pararam para “ouvi-la”.
È importante saber que a percepção que temos da nossa voz é diferente da percepção que os outros têm. Um dos motivos dessa diferença é porque ouvimos nossa própria voz por dois caminhos, via externa e via interna, sendo que por esta via o som fica mais grave (grosso). Por outro lado, os outros ouvem-nos apenas por via externa, portanto ouvem uma voz mais aguda (fina). Assim, se quisermos mesmo conhecer nossa voz, devemos ouvi-la gravada.
Para exemplificar o texto, cito abaixo alguns exemplos de “Vozes” e como estas podem ser interpretadas pelos ouvintes.
- Voz do falante = Interpretação do ouvinte
- Voz rouca = Cansaço, estresse, esgotamento
- Voz soprosa = Fraqueza, mas também sensualidade
- Voz infantilizada = Ingenuidade ou falta de maturidade emocional
- Voz grave = Indivíduo enérgico e autoritário
- Voz aguda = Indivíduo submisso, dependente, infantil ou frágil.
- (Retirado do livro: Behlau & Inês “Higiene vocal: Cuidando da voz”)
Sabemos, então, que nossa voz causa grande impacto sobre o ouvinte e através dela podemos influenciar e sermos influenciados, portanto conhecer nosso modo de falar significa conhecer melhor a nós mesmos. Isto também significa que poderemos cuidar melhor de nossa saúde vocal e dos nossos relacionamentos.
Por Leiza Lencioni Prado Leite, Fonoaudióloga
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Perdas...
Eu sabia, desde sempre, que a vida para ela não seria longa, sabia, porém, que poderia ser bela, pois o que determina a felicidade não é o tempo que estamos esperando por ela e sim o quanto estamos com sede de bebê-la, num gole só, já reparou como a felicidade cabe dentro de poucos segundos?
Enfim, perdi alguém. Mergulhei nessa perda. E esse mergulho não aconteceu essa semana, ele aconteceu no momento em que ela me olhou fundo nos olhos pela primeira vez. Nunca vou me esquecer daquele olhar.
Quem nunca passou por isso? Muitos podem também estar vivendo esse momento, por isso, achei interessante dividir isso com vocês. O que perdemos ao perder alguém? Essa é a grande questão. Ao enfrentar essa perda me vi diferente. Quando perdemos alguém, não perdemos só o convívio e as coisas que aquela pessoa nos proporciona, perdemos a pessoa que somos com ela, nessa relação, perdemos a pessoa que ela nos desperta ser, perdemos então uma possibilidade de ser no mundo.
Talvez então o luto seja não só pelo outro, mas também pelo pedaço de nos mesmos que o outro leva... Só somos quem somos frente ao outro. O que cada pessoa desperta em nós é único, portanto, somos muitos, um com cada um... Seja essa talvez a essência da dor da perda. Sofrer esse luto duplo.
Essa paciente me ensinou o valor da vida, o valor de aproveitar cada minuto, cada pessoa, cada relação. Perdi a convivência dela, perdi quem eu era com ela, ganhei essa relação, aprendi muito, fica agora a saudade e a vontade de ser de novo um novo eu.
Aline Campregher Aleixo
Psicóloga
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Educar é humanizar: Aprendizagem para todos

Hoje temos uma facilidade imensa para buscarmos o conhecimento, a tecnologia está cada vez mais avançada e interessante, os nossos alunos cada vez mais envolvidos nesse mundo. E a escola será que só conseguirá atingir seus alunos através da tecnologia?
Digamos que a escola não poderá de forma alguma abrir mão desses recursos mas não é apenas isso, não podemos esquecer o nosso foco que é o aluno, precisamos sim utilizar recursos, nos prepararmos muito enquanto professores, proporcionar aulas que prendam a atenção dos alunos, fazer com que os mesmos participem da construção do conhecimento, mas temos sempre que procurar caminhos para que o aluno consiga aprender, não usar os recursos por modismo ou porque a maioria das escolas estão utilizando, mas porque acreditamos que podemos oferecer alternativas para tornar aprendizagem mais eficiente.
Precisamos ficar atentos aos alunos que apresentam dificuldades em sala de aula, acreditar que eles também conseguem aprender, muitas vezes precisamos encontrar formas diferenciadas para facilitar essa aprendizagem. Lembrando da citação do livro Ser professor e Dirigir Professores, reforçamos a nossa idéia em Educação:
- “Educar é humanizar; é crer e confiar no ser humano, e é estar disposto, permanentemente, engrandecer em todos, e em cada um de nossos alunos, a globalidade de suas possibilidades, isto é, aumentar neles o potencial de inteligência, de sensibilidade, de solidariedade e de ternura que se esconde em sua humanidade.”
Por Sheila Cristina de Almeida e Silva Machado
Pedagoga com especialização em Psicopedagogia
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Equipe Multidisciplinar - Todos são vencedores nesta parceria

Mais um ano letivo se inicia e, que tal substituir a antiga promessa “neste ano vou fazer assim...” pela ação “neste ano faremos juntos!”?
Professores e gestores: qual será o diferencial de seu projeto pedagógico neste ano? Já pensaram em convidar para fazer parte de sua equipe, profissionais que possam contribuir com o trabalho da escola? Já imaginaram a segurança dos pais ao saberem que seus filhos serão acolhidos em diversos contextos?
E vocês, profissionais direta ou indiretamente ligados à educação: Já pensaram em aliar seus intrumentos às técnicas de didática e às reflexões dos educadores?
Sabemos que a escola hoje não é apenas um local de transmissão de conhecimento; é um espaço que oportuniza aprendizagens e conquistas para alunos e educadores, no qual ocorrem situações que vão além do trabalho com conteúdos. Sendo assim, no decorrer do ano, é possível que haja uma dúvida ou outra quanto às relações existentes neste espaço.
A importância de uma equipe multidisciplinar para a educação é grandiosa! Trabalhos que privilegiam a troca de olhares e saberes são ricos pois transformam dúvidas em reflexões e reflexões em resultados.
“A valorização do profissional está associada ao domínio das áreas de conhecimento com as quais ele lida.”
Eunice R. Durham
Os profissionais envolvidos em um trabalho multidisciplinar podem dedicar-se a fundo às tarefas nas quais são especialistas, sem o receio de que alguma questão possa ultrapassar limites de sua área, pois é aí que acontece a colaboração cruzada. Nos momentos de dúvida, sem a necessidade de encaminhamentos demorados, tem-se, então, o apoio de colegas de outras áreas, como fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e psicopedagos, tão importantes para uma educação integral.
Numa equipe multidisciplinar, profissionais de diversas áreas trabalham em prol de um objetivo único e podem ajudar, com rapidez, não apenas na solução e prevenção de problemas na escola como no traçado de um projeto político pedagógico mais completo e abrangente.
Nesta parceria todos são privilegiados, pois, o trabalho em conjunto amplia o conhecimento e propicia novas aprendizagens. Vamos trabalhar com a educação como um contexto vivo no qual cada indivíduo - alunos, pais, professores, e aliados – são peça fundamental! Não é assim que ensinanos aos nossos alunos?
Consultora Pedagógica
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
É impossível não se comunicar
Através da comunicação as pessoas se relacionam, compartilhando idéias, sentimentos, experiências, desejos, transformando-se mutuamente e mudando a realidade que as cerca. O conjunto de signos que a sociedade convencionou para sua comunicação é um produto da necessidade humana de expressão e relacionamento, que tem como objetivo satisfazer uma série de funções: suprir necessidades, controlar o comportamento do outro, expressar sentimentos, fantasiar...
Outra função importante da comunicação é indicar os nossos papéis no meio social, pois ao ato de comunicar exprimimos e impomos nossos anseios, expectativas, atitudes e juízos.
Assim, comunicar vai muito além das mensagens verbais que as pessoas trocam.... A voz, o tom das palavras, os movimentos do corpo, a roupa, os olhares, a maneira de mexer com as mãos, tudo comunica!
O vídeo abaixo ilustra uma situação de Comunicação não verbal, do filho com o pai.
Muitas vezes nos deparamos com situações de falhas na Comunicação, pois esta envolve a mensagem de quem está “falando”, com seus significados e a interpretação do outro, sendo esta subjetiva. Neste vídeo, em que aparentemente o pai está preocupado em satisfazer a necessidade do filho, que no seu entendimento está com saudade da mãe, mostra que na realidade ele não conseguiu interpretar o desejo do filho: satisfazer sua fome.
Muitas vezes nos deparamos com situações semelhantes a essa, em que a frustração se faz presente, seja pela dificuldade de comunicar aquilo que queremos, ou compreender e interpretar o outro.
Quando a dificuldade de se comunicar traz sofrimentos, é o momento em que a Fonoaudiologia, ciência que estuda os Distúrbios da Comunicação, pode ajudar o paciente a criar novas possibilidades de comunicação, e isto, vai além de suprir sintomas, habilitar e reabilitar: fala, voz e audição. É preciso ver, ouvir e sentir as maneiras de viver, de sofrer e de se comunicar do paciente! Nesse processo de ação conjunta, terapeuta - paciente reconstroem ou criam novas alternativas de comunicação e vida.
- “Sem a Comunicação cada pessoa seria um mundo isolado em si.” (Jean E. Díaz Bordenave )
Por Leiza Lencioni Prado Leite
Fonoaudióloga